terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O difícil me atrai



Eu estava sentada no ônibus, pensando na indicação que eu fizera a um amigo, na noite interior: Um livro. Eu pensava se ele entenderia o livro de fato, ou não, pois ele era subjetivo, filosófico, não era uma história normal em que você poderia definir início, meio e fim, com clímax e tudo, até que percebi: O difícil me atrai.

O que é fácil todo mundo consegue entender, e muitas vezes, todo mundo entende da mesma forma. Dois mais dois é quatro, fim, sem discussão, sem segundas interpretações. Eu gosto do que poucos entendem, e quando entendem, é de forma diferente. Opiniões, pontos de vista, interpretações. 

Gosto do que você tem que pensar pra entender, que não há nenhuma fórmula ou regra pra te ensinar a chegar à uma conclusão. Hipóteses, senso crítico, possibilidades. Do que você pode discutir, descordar, contestar, e nem por isso estar errado ou certo, porque alguém determinou que isso ou aquilo é o certo. 

E o melhor é que isso me traz pessoas capazes de compreender os mais complexos versos, das mais variadas formas, despertando em mim, as mais variadas admirações.

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