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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Livros novos na estante


Recentemente eu saí para comprar livros, e é justamente sobre dois deles e um HQ que irei falar hoje, esses foram os que eu já li, logo, quando eu terminar de ler os outros falarei por aqui também.

1. Fora de Mim - Martha Medeiros.
Um conjunto de narrativas em que Martha Medeiros fala sobre histórias de fim de relações amorosas, sobre o momento em que a paixão acaba, de diferentes maneiras. O livro é muito bom, principalmente pra quem já viveu algo assim - quem nunca? -, agente acaba se identificando com muitas partes dele, e a forma que ele escreve é bem marcante.


2. HQ do Homem-Aranha.
Eu sou fã do Homem-Aranha, é o meu super-herói favorito, e logo, quando vi o HQ tive que comprar. Essa é a edição 124, e é bastante divertida. Nessa edição o herói da história tenta salvar um bebê, filho de Lily Hollister, das mãos dos vilões, que acreditam que o DNA da criança é valioso, o resto, só lendo.


3. Feliz por Nada - Martha Medeiros.
Crônicas de tudo o que é assunto e pra tudo o que é gosto, assim eu resumiria o livro. Nele, a Martha apresentou mais de oitenta crônicas abordando temas tanto pessoais, como uma carta ao subrinho, universais, como Obama, românticos, como o amor e até mesmo coisas simples do cotidiano que nos deixam meio "felizes por nada", é uma leitura muito gostosa, vale a pena.



E aí, gostaram? Qual parece ser o melhor? Eu não consegui escolher um preferido, mas me encantei pelo último trecho. XOXO, Izabela Cristina.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Alguém citou: Martha Medeiros


A alegria na tristeza

O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.

O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.

Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro. Quem tem emprego, segura. Quem não tem, procura. Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado. E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.

Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.

Sentir alimenta, sentir ensina, sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.

Sentir é um retiro, fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.

Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido. Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada. Triste é não sentir nada.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A Hospedeira - O livro e o filme


É possível amar uma pessoa com a mente, e outra com o coração?

Já tem um tempinho que comprei este livro, mas ele é enorme (557 páginas) e eu andei tão corrida que nem deu tempo de lê-lo. Recentemente, me dediquei mais um pouco a leitura da obra de Stephenie Meyer - sim, a mesma autora da Saga Crepúsculo -, e logo no começo já me encantei com a história, com as frases, inclusive, separei quatro trechos dos primeiros capítulos para vocês ficarem com vontade de quero mais:

"Em tantos milênios, os humanos nunca entenderam o amor. Quanto é físico, quanto está na mente? Quanto é acidente e quanto é destino? Por que casamentos perfeitos se desintegram e casais impossíveis prosperam? Não sei as respostas nem um pouco mais que eles. O amor simplesmente está onde está."

"- Os sonhos continuam?
 - Todas as noites - murmurei.
 - Fale-me sobre eles. - Sua voz era suave, persuasiva.
 - Não gosto de pensar sobre eles.
 - Eu sei. Tente. Pode ser que ajude.
 - Como? Como ajudaria dizer que vejo o rosto dele todas as noites quando fecho os olhos? Que acordo e começo a chorar quando vejo que ele não está?"

"[...] Nós todos viramos crianças um momento, queiramos ou não. Eu chorava toda vez que via um belo pôr do sol. O gosto da manteiga de amendoim às vezes também me fazia chorar."

"Bem, tão só quanto sempre estive.
Enquanto olhava para os pequeninos pontos de luz na escuridão, as linhas que eu tantas vezes vira - em meus sonhos e em minhas memórias fragmentadas, surgindo em momentos estranhos e não relacionados - cintilaram em minha mente."

A história, resumidamente, são duas almas dentro de um mesmo corpo, brigando pela posse da mente, e amando a mesma pessoa. Não quero falar muito porque realmente vale a pena ler, é um livro muuito gostoso, custa R$14,90 na Submarino. Fica a sinopse pra quem quer saber:

Melanie Stryder se recusa a desaparecer. 
Nosso planeta foi dominado por um inimigo que não pode ser detectado. Os humanos se tornaram hospedeiros dos invasores: suas mentes são extraídas, enquanto seus corpos permanecem intactos e prosseguem suas vidas aparentemente sem alteração. A maior parte da humanidade sucumbiu a tal processo.
Quando Melanie, um dos humanos "selvagens" que ainda restam, é capturada, ela tem certeza de que será seu fim. Peregrina, a "alma" invasora designada para o corpo de Melanie, foi alertada sobre os desafios de viver dentro de um ser humano: as emoções irresistíveis, o excesso de sensações, a persistência das lembranças e das memórias vívidas. Mas há uma dificuldade que Peregrina não esperava: a antiga ocupante de ser corpo se recua a desistir da posse de sua mente.
Peregrina investiga os pensamentos de Melanie com o objetivo de descobrir o paradeiro dos remanescentes da resistência humana. Entretanto, Melanie ocupa a mente de sua invasora com visões do homem que ama: Jared, que continua a viver escondido. Incapaz de se separar dos desejos de seu corpo, Peregrina começa a se sentir intensamente atraída por alguém a quem foi submetida por uma espécie de exposição forçada. Quando os acontecimentos fazem de Melanie e Peregrina improváveis aliadas, elas partem em uma busca incerta e perigosa do homem que ambas amam.


E sabe o que é mais legal? O filme sobre o livro já está sendo providenciado (êbaaa). O diretor do filme é o Andrew Niccol, e como o livro é enorme, talvez seja uma trilogia. A atriz que fará Melanie é a Saoirse Ronan (acima) - assistam Hanna, com ela, é muito bom -, já o ator que fará Jared ainda não foi escolhido. A estreia está prevista para 23 de março de 2013. Quem vai esperar comigo?

E aí galera, curtiram a dica? Eu estou aguardando ansiosamente o filme. HAHA. XOXO, Izabela Cristina.
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