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domingo, 6 de outubro de 2013

Eu sou um oposto



"Você é uma confusão".

Foi o que ele disse depois de conhecê-la, e ela, que desde sempre se conformou em ouvir isto - até porque a própria vivia confusa consigo mesma -, respondeu-lhe:

"Eu sou um oposto, uma oposição. Não gosto de oito ou oitenta, ou isso ou aquilo. Quem disse que não podemos ser isso e aquilo, tudo ao mesmo tempo? Pois se eu quiser, eu serei. Aliás, eu quero, e sou. Sou o doce e o amargo, o meigo e o descarado, o preto e o branco, o samba e o rock".

E ele, que sempre estava acostumada a escolher apenas um lado das coisas, encantou-se com o discurso daquela que escolhia vários. Logo ele, que tinha moças que faziam de tudo para o agradar aos seus pés, encantou-se pela que desagradara, ou que desagradando, agradou. E ela continuou: 

"Lados são ilusões. O seu lado bom, pode ser o meu lado ruim, por isso eu não me prendo a ser um lado só. Eu sou um dodecágono".

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Sua ausência me faz bem, e esse amor, faz?



A sua ausência me faz bem.
Sempre vi frases dizendo o contrário, mas no meu caso, essa frase não tem nada de contrária, é justamente isso, essa sua ausência, sua distância, querendo ou não, me faz bem.

Eu te perdoei sem querer, não é nem querer, é conseguir. Perdoei sem conseguir, sem poder esquecer suas palavras e atitudes, e como sempre nos discordamos, continuaríamos assim, discordando. A quem queríamos enganar? A nós, única explicação. Seguir sorrindo, tentando superar uma montanha de desavenças e discordâncias maior que nós, na esperança que nosso afeto, amor, carinho, ou qualquer nome que esse sentimento que nos fez pedir desculpas sem mesmo ter concordado em estarmos errados leve, enfim, que esse sentimento nos desse asas e facilitasse essa travessia. 

Ele até daria, mas pra sentir esse sentimento é preciso estar perto.

Mas e se você estivesse perto, presente aqui? Estaríamos tentando voar, mas nas noites mais escuras, isso que nos dá asas seria tomado por mágoa, seria tomado pela enorme montanha e pela dificuldade de atravessá-la, e então cairíamos, do alto, e do alto a queda é maior, só nos machucaríamos mais.

Pois então, me ajude a decidir. É melhor aceitar a montanha de discordâncias e desavenças, e ficar quieto, no meu canto, sem tentar voar e sem me machucar? Ou é melhor tentar voar mesmo com tentativas falhas resultando nas mais insuportáveis dores, pois o esforço talvez pudesse valer a pena nas horas que se passasse no alto?

Eu escolhi a primeira opção. Mas talvez, quem sabe, o que me faria escolher a segunda, está oculto nesse afeto, amor, carinho, ou qualquer nome que esse sentimento que nos fez pedir desculpas sem mesmo ter concordado em estarmos errados leve.

sábado, 19 de janeiro de 2013

Crise de rotina




O que eu preciso? Ás vezes eu não sei, fico confusa, pareço precisar de algo que nem eu mesma sei definir. Pareço estar presa, mas não sei em que. Pareço querer liberdade, mas não sei como. 

Rotina. Talvez seja isso, respirar novos ares, observar novos sorrisos, viver novas aventuras.

Pode ser que eu tenha me acostumado, me acomodado, como quando dizem que o seu sistema imunológico já se acostumou com aquele vírus, e ele já não te causa nada, já não surte efeito.
Acho que é isso, os elogios já não soam animadores, os amores já não soam sinceros, o que divertia, de tanto divertir, enjoou, não funciona mais, assim como todo o resto, as belezas, as palavras, as tarefas, as comidas. 

Meu "sistema imunológico" já se acostumou com tudo isso, preciso de novos vírus, que me causem algo, que me surtem efeito. 

Mas isso não é tão fácil como parece, ou nem parece, ou eu estou complicado e é fácil sim. Qual é a resposta? Talvez eu devesse agir, antes que passe todos os dias da minha vida fazendo os mesmos caminhos, enquanto tomo uma xícara de leite com achocolatado e vejo séries de comédia.

Talvez eu devesse agir, antes que o que já não me surte efeito, surte a minha mente.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A jogadora



Ela levantava todo dia e se olhava no espelho, já pensando em quem e como ela deveria ser melhor, fazia da sua vida um jogo, tudo o que fazia era extremamente calculado para atingir alguém. Mal sabia ela que muitas vezes a pessoa mal percebia.

Quando falava com as supostas amigas, precisava insinuar sorrisos, abraços, contatos, belezas, ela nem se importava se fossem falsos, era só para dizer entre dentes “sou melhor que você”, e na verdade, ela precisava disso pra viver, para auto afirmar o seu sucesso.

A pessoa poderia estar fazendo qualquer coisa banal, se divertindo com os amigos, retocando o batom no espelho ou até mesmo tomando um simples café, mas para ela, era uma intimação, “Fulana está tentando ser melhor, mas não posso deixar”, e assim lá ia ela de novo, fazendo da pobre pessoa inocente, uma inimiga.

E assim ela perdeu sua vida, uma vida que poderia ter vivido pra si mesma, e não para os outros, sem tantas insinuações e jogos inventados, jogos que em sua cabeça, ela que venceu.

Mas na verdade, nem ela sabia que o que chamava de perdedores, nem entrado no jogo haviam. 

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Voltei para as palavras


Há tempos eu não escrevo. Bem, não algo pessoal, apenas redações pra vestibulares, provas e coisas relacionadas. Tanta correria. Eu perdi meu caderno que eu escrevia e com ele foi-se a minha rotina de relatar, criar, descrever. Escrever. Mas continuo sentindo, sentindo muita coisa.

Estou com saudade de sorrisos simples e espontâneos, apesar de ter dado muitos hoje, talvez eu tenha falta dos sorrisos espontâneos de alguém específico. Apesar da saudade, matei parte dela voltando aos lugares que me fazem bem. O clima frio e escuro, a preguiça de ficar sem fazer nada por não ter que fazer nada, as boas músicas, isso me faz bem.

Escrever me faz bem, estou feliz por ter conseguido tempo para fazer isso, não tinha muito a ver com tempo, acho que tinha perdido o costume, a rotina. Mas não perderei novamente, isso é tão bom. Isso bom mesmo, estou certa, não é? É bom pra você também? Eu quero que seja, pra mim é e é importante que também seja pra você.

sábado, 14 de abril de 2012

Só algo sobre saudade.



Minha barriga ronca o dia todo. E quando minha barriga ronca, deve ser a saudade que eu engoli. Engoli e fiquei ali, sorrindo, como se isso não fizesse minha alma uns duzentos quilos mais pesada, fazendo-me descer do meu céu de pensamentos pra essa terra de desconhecidos.

E aí eu tenho que encarar pessoas, sorrisos estranhos e decepções. Sim, decepções, porque sempre que alguém faz algo que me chateia, eu me lembro de fulano, fulano que saberia que não gosto disso e na primeira oportunidade evitaria de fazê-lo. E eu nem posso reclamar, porque afinal, a nova pessoa não teve tempo suficiente para me conhecer e saber disso, como fulano, e eu também nem sabia se a nova pessoa, depois que me conhecesse, iria se importar, ao ponto de não fazer algo para que eu não ficasse chateada.

Decepção também, porque em uma situação ou outra, eu era acostumada com a atitude de alguém, e agora, quando essa situação se repetia, eu meio que criava a expectativa de uma nova pessoa também ter tal atitude, mas, como no caso anterior, a nova pessoa não teve tempo suficiente para me conhecer e saber disso, e eu também não sabia se ela iria se importar, ao ponto de tomar tal atitude.

Minha barriga acabou de roncar de novo. Agora eu acho que a saudade talvez tenha corroído todo o meu interior, me deixando tão leve quanto um balão quando escapa da boca enquanto tentamos enchê-lo, voando para todos os lados, sem direção, razões e nem objetivo. 

Pesada. Leve. Além de tudo, a saudade ainda me deixa confusa.

sábado, 17 de março de 2012

Por um jeito mais simples


Eu nunca fiz o tipo que fala uma coisa achando outra, querendo outra, e assim por diante, sei que isso é normal e quase uma característica geral do sexo feminino, mas cá entre nós, isso é meio patético, não?

Essa mania de dizer "vá embora", quando o coração diz "não vá de maneira alguma", quando na verdade, a expectativa é mesmo que a pessoa ignore o seu mandato e fique ali, que de alguma forma ela leia seus pensamentos e faça o que eles querem, vamos combinar, é uma mania boba.

Não é muito mais simples dizer o que o coração manda? Se quer um beijo, dizer que quer, ao invés de ficar fazendo mil joguinhos para tentar conseguir que um indivíduo, que não sabe jogá-los, interprete-os e então, faça o que você tanto quer.

Tudo bem que a conquista é encantadora, aquele mistério de não saber se a pessoa vai conseguir interpretar seus sinais, ou se ela não está entendendo nada, realmente, é divertido. Mas e quando já foi tempo demais de conquista e nada? E mais, e se a fase de conquista já passou e isso acabou se aplicando a coisas bobas, rotineiras, que seriam muito mais simples, proveitosas e divertidas se fossem simplesmente, ditas.

Sinceramente, uma dúzia de brigas seriam evitadas, muito mais carinho seria dado, e eu realmente acho que muita gente agradeceria, principalmente nos relacionamentos, afinal, homens podem ser inteligentes pra mil coisas - ou não -, mas a complexidade das mulheres os deixa muito, mas muito lerdos, uma mãozinha não custa nada, não é?

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Diamantes em busca do brilho.




O mundo nos impõe maneiras de como ser e fazer tudo, como se essas fossem as únicas ou as melhores maneiras. Mas eu quero mostrar que da minha maneira posso conseguir o que quero, e que essa maneira não é pior, nem melhor que nenhuma outra. E por isso, o meu jeito de ser, de me vestir, de falar, de ver o mundo, enfim, a minha maneira e as consequências dela, estão aqui, no Diamonds.

Quem disse que os seus sonhos fora do padrão não irão se realizar? E quem disse que a sua visão diferente do mundo é errada? E mais, quem disse que pra conseguir chegar ao brilho, a única, melhor ou mais correta maneira, é essa, que o mundo nos impõe?

Na verdade, o que quero mesmo mostrar, é que cada um, sendo ele mesmo, pode ser como um diamante, que do nosso jeito, podemos sim chegar ao brilho. Aliás, nós já somos diamantes brilhando, mas da nossa maneira, porque a maneira certa, é a de cada um.

A última coisa em sua mente era crescer. Ela irá beijar o ceú, antes de se levantar, e aí vem ela. Ela está dançando com as estrelas e vivendo no céu com diamantes.
(Cobra Starship)


P.S: Olá meus leitores queridos. Esse é o novo perfil do blog, já que eu mudei de cidade, e o perfil antigo tinha toda uma relação com o lugar. Esse é o texto completo que está na página "Perfil", escrito por mim, e com a frase de encerramento da música "Living in the sky with diamonds", da banda Cobra Starship. Na home do blog está o texto bastante simplificado. E aí, gostaram?

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O moço que não sentia


Sem graça é você que vive a vida como se ela fosse algo, sei lá, pré-ditado, no qual você tem apenas que, estudar, trabalhar e ganhar dinheiro pra sustentar sua futura família, se é que você pretende ter uma. Me diz quem é o bobo, aquele que enxerga poesia até no que não tem nenhuma importância na sua vida, ou aquele que não enxerga nada até mesmo no que é mais importante pra ele? Que graça tem não sentir? Que graça tem a vida sem arrepios e friozinhos na barriga? Me desculpe, moço, mas eu não caio nessa sua conversa.

Permita-se sentir um pouco. Ter saudade, ficar feliz quando se sente amado, quando ganha um abraço ou um sorriso, ficar feliz até mesmo pelo fato das pessoas que você quer bem estarem sorrindo. Ficar triste quando alguém te decepciona, te magoa. Vai lá, moço, ame, beije, declare. Para de se esconder atrás de desculpas como "a época ou os hormônios adolescentes".

Você tem medo? Olha, já é um bom sinal, já é um sentimento. Porque você sente, ou estava achando que iria me enganar? Eu sei que você a ama, que sofre quando ela não te ama, ou quando te decepciona, que ás vezes tem vontade de chorar quando pessoas especiais te tratam mal. Sim, eu sei, que tudo o que você diz sobre quem sente, sobre os sentimentos e suas consequências, é só uma casca, uma forma de parecer mais forte, de parecer inatingível. Mas quer saber mesmo a verdade? isso só te torna um covarde.

Mostre-se, moço, mostre-se.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Um sorriso pra cada falha.


Ela levantava todo santo dia, olhava no espelho e fazia o mesmo processo: se maquiava, se vestia, calçava seu sapato e partia para a vida. Sonhava em se formar, ter um bom emprego, ser bem sucedida, ter um bom marido, e filhos bochechudos. Monótona.

Mas toda vez que ela viajava, e cruzava lugares tão lindos, como o campo verde que vira na última viagem, iluminado pelo sol do fim de tarde e cercado por um muro de eucaliptos, ela se libertava em pensamentos. Sonhava em ter uma casinha num lugar desse, ou na beira da praia, acordar numa roupa simples dando um belo bocejo, seguido por um abraço de um homem que não ligava pra sua simplicidade, achava-a encantadora, o seu marido.

Sonhava em ter uma vida diferente do normal. Conquistar com sua personalidade uma outra vida, quem sabe essa tal personalidade seria boa o bastante pra todo mundo querer um pouquinho consigo, seja num texto, seja na presença, seja num vídeo.

Mas o carro chegava até a cidade e tudo acabava, ela voltava para seus sonhos monótomos e nem se quer pensava em ousar, um dia, tentar realizar seus sonhos de viagem. Era arriscado demais, ousado demais, tinha tantas chances de não funcionar.

Pois vá menina, saia da zona de conforto. Liberte-se de sempre acertar, liberte-se de viver sempre o fácil e sem prazer para não ganhar uns arranhões. Ganhe arranhões, e ganhe sorrisos, e sonhos e vida. O que tem demais se não der certo, pequena? Aí você tenta de novo, e de novo, e de novo, pois são nos "tentares" da vida, que estão os melhores sorrisos.

sábado, 5 de novembro de 2011

Quem escreveu foi: Tati Bernadi - O copo de água

Eu mastigava com culpa cinco daquelas bolinhas de amendoim. Não era culpa, era ansiedade. Não, era tédio. Minhas amigas conversavam longamente sobre algo que não me interessava nem por um segundo. As chatices do marido, as chatices do trabalho, as chatices do trânsito. Minha vida não é chata.

Eu inventaria um trabalho, uma casa, um dia, um modo, um jeito. E inventei. As festas na Carol sempre tinham comidas incríveis mas, naquele dia, eram só bebidas. Eu não bebo. Quer dizer, agora, de vez em quando, comecei a beber só porque entendi quando me falavam que sem álcool é tudo muito pior. Então passei a beber pouco. Uma taça de vinho? Mas naquele dia eu não podia beber porque não tinha comido e também porque não estava a fim. Eu estava a fim de ir embora. Voltar pra minha vida que não era chata mas ficava chata quando percebia que eu tinha uma vida dentre todas aquelas vidas que se faziam perceber. Olhei pra porta. Ela abriu e você chegou. Eu não te via há 3 meses e alguns dias. Foi então que o narrador do meu cérebro pigarreou e mudou o tom. Eu me narro tudo desde que me tenho por cérebro.





Como se o tempo todo eu me contasse e contasse o mundo. Para ver se eu existo e se o mundo existe. Para ver se eu me suporto e se suporto o mundo e se o mundo me suporta. É insuportável, mas o tempo todo minha cabeça narra tudo. Minuciosamente, detalhadamente, dolorosamente. O tempo todo eu cavoco o segundo, o pó, a pele, o que se diz, o que se parece. Tentando narrar o mais profundo do profundo do que eu poderia narrar. Só pra responder o mais profundo do profundo do que eu poderia perguntar. Então o narrador começou dizendo assim "e então ele entrou por aquela porta". Você entrou por aquela porta. Eu apertei o braço da Fernanda: "é ele! Ai, meu Deus, é ele".

Quem, Tati? Ele. Mas qual dos "eles"? Você tem tantos "eles", Tati. O último. Você era o último homem que eu tinha amado e, portanto, o "ele" da vez. Com seu cabelo alto, largo, rococó. Eu amo seu cabelo. Amo os cachos mais brancos que parecem ornamentos rococós para suas orelhas. Os puxa-sacos te abraçam. Eu percebo quem gosta de você e quem só te abraça porque um dia pode precisar de emprego. Alguns te abraçam gostando de você. E então eu fico feliz, porque eu gosto que gostem de você. Porque você é o tio da Lia, a bebezinha que pensa muito antes de rir pra qualquer bobagem. Você é o cara que, quando foi embora, me deixou sentindo uma dor bem enorme, mas eu gosto de você, você não fez por mal. Seu mal nunca foi por mal. Então, eu gosto que gostem de você. E o narrador me narra seus tênis sempre tão publicitários.

Seus pés gordinhos e pequenos e tão perfeitos pra carinhos. E narra sua roupa de chefe descolado. E narra o segundo em que você me percebe na festa e cochicha no ouvido do seu amigo alto. E narra todas as infinitas vezes em que você passou por trás de mim, esperando que eu me virasse e concordasse com seu "oi" cordial. Preferindo que eu não me virasse, assim você podia não sentir essas coisas complicadas todas que sentimos juntos. Então, cansada de te narrar, chamei firme seu nome, com um sorriso maduro.

Mordendo a língua que tremia batendo no céu da boca. Minha língua, quando te vê, quer logo te dizer coisas lindas e assustadoras. Então é uma luta prendê-la no céu, deixando na terra apenas meu cordial "oi" que você queria sem querer. Então fomos pegar água. Brindamos com a água. Você com sua mania de conversar quase dentro da minha cara. Eu vesga de te ver tão perto. Seu charme míope e inseguro. O menino inseguro que conversa colado na minha retina. Que insegurança é essa? Eu não te pergunto nada, apenas desejo tanto você que sorrio como se não me importasse com sua existência. Mas você resolve se explicar mesmo assim. Porque "seus olhos estão sempre me perguntando algo", você diz. E você começa sua loucura que me faz gostar ainda mais de você. Empurra a palma contra o peito e diz "eu gosto assim, Tati, fechado, protegido, eu gosto". Então você olha para o meu copo d'água e diz: "eu sou só um copo d'água, mas você ficava me olhando e pensando nas bolhas e nos gelos e nos canudinhos e na transparência e se a água era isso ou aquilo. Água é só água, por que você complica a água, Tati?". Então apagaram a luz e eu quis me esconder dentro do seu paletozinho de publicitário descolado e ouvir suas batidas descompassadas e embaladas pelo seu cheiro de alma boa. Mas você pegou na minha mão e continuou dizendo que uma mão, muitas vezes, é apenas uma mão. Mas que eu insistia em enxergar os buracos entre os dedos, os anéis que separavam os dedos, a dor da separação dos dedos, a gota da bebida gelada entre os dedos. E que você não poderia suportar isso. A maneira como eu te olhava. Vendo mais, inventando mais, complicando mais. E eu quis te dizer que tudo bem, eu seria uma menina simples. Eu mataria meu narrador, minhas possibilidades, meus mundos, minhas invenções. Só de ver seus cachos mais grisalhos e rococós ornando seus medos e superficialidades eu desejei não ser mais eu pra ser qualquer coisa que pudesse ser sua. Mas enchi meu peito surrado e murcho de coragem e te disse que, infelizmente, onde você era apenas um copo d' água eu era a tempestade.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Eu sou extrapoladamente apaixonada por você.



Nós éramos movidos pelo amor. Eu lhe dava todo o amor que habitava em mim, e então ficava cansada, indefesa, frágil, mas então, no mesmo instante, você me dava todo o seu amor, assim como eu, e então nós dois nos recuperávamos e seguíamos nosso caminho radiantes, cheios de paz, cheios de felicidade. Cheios de amor.

Mas, num certo dia, descobrimos que poderíamos nos encher com nosso próprio amor, ao invés de suprirmos um ao outro, e fomos conhecer essa nova experiência. Não foi nada bom. Dois meses e eu consegui voltar para a minha vida de doadora.

Você voltou, mas não como antes. Não sei se foi porque você gostou da história do amor próprio ou sei lá por qual motivo, mas sei que voltou diferente. Você continuava me dando amor, é claro, mas o amor suficiente para que eu levantasse e caminhasse sorrindo, alegremente. Talvez éramos felizes, mas já não éramos radiantes como antes. Ficou aquela falta, aquele espacinho vazio entre a felicidade simples e a mais mágica, pois eu ainda te dava todo o meu amor, mas já não recebia tanto em troca.

Então me peguei numa mistura de pensamentos: Será se estou sendo egoísta, ou querendo demais, por ser uma boa quantia de amor e eu ainda reclamar? Será se não estou dando todo o meu amor para você? Será se estou sonhando com algo inexistente?

Depois de várias tentativas falhas de achar que eu estava sendo egoísta e tentar me conformar com o amor que recebia, de tentar te dar mais amor afim de saber se esse era o motivo pela falta da doação do seu, de acreditar que amor assimetricamente recíproco, mágico, lindo e afins, não existe e se existisse era coisa de começo de relação ou de casal jovem, cheguei a seguinte conclusão:

O problema é doar um amor imenso, e espera-lo em troca.

Eu sempre disse: “Ás vezes me dá vontade de correr pelo mundo atrás de um cara que me fizesse sentir o que eu sentia na época da nossa felicidade fora do normal”, e sempre complementei: “Mas acho que não adiantaria nada, pois eu desenvolvi um amor muito grande por você, e mesmo se aparecesse um cara perfeito, é você quem eu amo”.

Nunca apareceu ninguém para eu ter a oportunidade de comprovar isso, mas eu sei do meu amor por você. E por causa desse amor, eu aprendi que devo te amar, sem esperar nenhum amor em troca, pelo simples fato de te amar, por livre e espontânea vontade. Eu podia te amar só um pouquinho, ou bem muito como você me ama, mas eu escolhi te amar de um tanto exagerado e imenso, que você não tem a obrigação de me amar igual, só de você me amar já é lindo.

Então, eu sei que você me ama muito, e que o amor que você me dá é o suficiente para sermos felizes, e depois de passar e aprender com tudo isso estou mais feliz ainda pelo tanto que você me ama. Eu que sou uma louca completamente e “extrapoladamente” apaixonada por você.

P.S: Galera, desculpa por não ter postado alguns dias aqui, é que fui fazer o Enem na cidade vizinha, e fiquei sem internet por lá. XOXO, Izabela Cristina.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Personalidade ao invés de beleza.



Beleza pra mim é ter personalidade. E se tem algo admirável para mim, são pessoas que pensam da mesma forma, mais ainda, caras que pensam da mesma forma – o que se tornou raro -.

Aquele cara diferente de todos os outros, que mata todas as meninas gatas do pedaço de raiva, por ser o único que não quebra o pescoço para olhá-las, e isso faz com que elas façam de tudo pra conseguir essa proeza dele. Mas, o cara nem liga, pois pra ele bonito é ter personalidade, e mais personalidade que a menina dele, nenhuma menina que se satisfaz com olhares maliciosos tem. Esse é o “príncipe encantado” do meu conto de fadas, esse é o cara pra quem eu grito “Bravo!” e bato palmas.

Pra mim, caras assim barram qualquer olho claro, rosto bonito, corpo musculoso. Seja o cara a pessoa mais linda que for, mas tenho certeza que eu tiraria o meu chapéu pra aquele que não tem nem cabelo liso, muito menos olho claro, no canto da esquina, de camisa de banda, jaqueta de couro e coturno, sentado com uma moça da roupa parecida com a dele, ouvido um bom som, sem se importar com o resto do mundo, ou até mesmo aquele de cabelo amarradinho e sandália franciscana, ouvindo reggae e indo pra praia olhando nos olhos de uma moça de lenço na cabeça.

Não é obcessão, eu não me importaria se pra um cara desses eu fosse uma menina que não tem personalidade suficiente pra ele. É admiração. Seria uma honra ter um cara desses como amigo, e é um alívio saber que em algum lugar eles existem.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Lembrete.


Mais uma vez eu estava em lugar onde as pessoas pareciam robôs. Todos andavam, falavam e se vestiam da mesma maneira, enquanto eu estava ali, completamente diferente.
Eu não sabia o que sentir. Não sabia se era pra que eu ficasse mal, me sentindo uma extraterrestre, como eu fazia normalmente, ou se dessa vez eu poderia sorrir de todo mundo, e bater no peito com orgulho por não ser mais uma.

Quando eu era mais jovem, eu costumava querer ser mais diferente que tudo e todos. Andava de jeans e camiseta com os meninos, enquanto as outras garotas colocavam seus saltos e iam fofocar sobre eles. Tentava jogar os games dos garotos e vivia sonhando em lutar alguma coisa, só pra por os caras no chinelo. E mesmo que o mundo inteiro me criticasse e eu não fosse a menina mais linda do colégio, eu era feliz assim, pois eu sempre gostei de ser lembrada antes pelas minhas atitudes do que por qualquer outra coisa, e nesse caso, isso realmente funcionava.

Mas há um porém, naquela época eu tinha amigos daquele tipo molecão, que liga mais pra personalidade que pra aparência, e ainda haviam aqueles que curtiam o mesmo tipo de aparência que eu curto - muito estranha ao normal desse interior -. A medida que eles se mudaram, eu me senti sozinha, senti falta de alguém para se orgulhar comigo por não estar com a mesma saia que todas as meninas da festa, ou pra curtir a galera diferente como a gente, enfim, sem eles eu não tinha a mesma força, e então, tive que descobrir algo que pudesse me ajudar: O amor próprio, na medida certa.

Acontece que agente cresce, e um mundo todo fica diante dos nossos olhos ditando quem você deve ser, te pressionando, te sufocando. E então surgem namorados, mídias, e pessoas más, que se você não tiver amor próprio, não sobrevive.

Ela quer ser a menina dos sonhos do namorado, mas ele sonha diferente: sonha a moça bonita, “gostosa”, tatuada, do olho claro, das opiniões iguais à dele, dos gostos iguais aos dele. Aí ela se sente mal, por não ser assim, e vai mudar numa tentativa boba de fazê-lo feliz. Como diria uma frase que li esses dias no tumblr: “Tão bobinha, tão ingênua. Deu amor e esqueceu-se de que, primeiro, deveria amar a si mesma”.
Se o que você é te faz feliz, seja quem quer ser. Se seu namorado vive elogiando moças diferentes de você, não quer dizer que você não é o tipo de menina dos sonhos dele, e mesmo se não for,  o problema não está em você. Não mude por outras pessoas.

A outra moça vive vendo sem querer “moças bonitas” pra todo lado: na TV, na internet, no shopping, na praça. E então, ela fica triste a cada vez que se depara com um corpo bem definido, um olho verde, um cabelo longo e liso.
Quer saber o motivo das aspas no “moças bonitas”? O bonito que se fala, é apenas algo ditado pela mídia ou outra coisa qualquer.  Quem foi mesmo que disse que pra ser bonito tem que ser magro, alto, de olhos claros, ou qualquer coisa que seja? E quem disse é importante o bastante pra fazer com que você se sinta assim?
Sendo sincera, as melhores pessoas são diferentes, a importância da aparência acaba onde começa uma conversa, e as pessoas mais marcantes marcam pela atitude.

E por mais que te pressionem para ser o que eles querem, não mude por eles. Não dê importância para as críticas, nem pro que dizem que você está perdendo não sendo o que eles ditam. Não há nada melhor do que ser livre, para ser o que você quer, não deixe essa liberdade se perder, de maneira alguma. Se ame.
Talvez, vocês já estejam cansados de ler coisas sobre esse assunto, mas esse foi um lembrete mas pra mim, que pra qualquer outra pessoa.

domingo, 9 de outubro de 2011

Pequena receita para sermos felizes.





Me dê carinho, e não deixe nenhuma fresta de silêncio entre nós dois, porque se deixar, eu terei tempo pra pensar, e então, lembrarei de dores e feridas que te causei, que você me causou, e esquecerei de te dar carinho.

Vou ficar mais uma vez lá, parada, olhando pro infinito, enquanto você me pergunta se estou com preguiça. Vou mergulhar no passado e esquecer do presente, e então vou olhar pra você e enxergar aquele ser causador de feridas. Ficarei furiosa, e começarei a te tratar como se você ainda fosse aquele cara. Falarei mil coisas.

Me ame antes que eu fale qualquer besteira.

Porque se eu falar, irei ser grossa, e ficaremos uma semana tristes um com o outro. Você comigo, pois fui grossa e não te tratei com o carinho que costumava te tratar. Eu com você, pois eu só consegui ver seu lado ruim do passado, e não o fofo que você é agora.

Então, não me deixe tempo para pensar. Me dê amor, me dê carinho, o tempo todo, a cada segundo, eu te darei também. E assim, seremos felizes pra sempre.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Ciúme, amor. Vontade de ser sua felicidade.



E então eu percebi que apesar de tudo, nós fomos mesmo feitos um para o outro, bem quando levantamos nossos pés e pela milésima vez, estávamos com nossos tênis iguais. E quando descobri que assim como eu ficava com ciúmes quando eu te via sorrir, por querer ser a única a te fazer feliz, você também tinha ciúmes de mim.

Por caber tão perfeitamente no seu abraço, e por como eu me sinto ali: segura, quentinha, em outro mundo. Por você conseguir que eu te ache fofo quando você quer que eu ache fofo. Por sabermos cantar as músicas preferidas um do outro.

E quer saber? O problema não está em você, muito menos em mim. Quando estamos juntos tudo dá certo, e não há dúvidas de que esse amor é verdadeiro, puro, e todas essas palavras românticas e poéticas que definem um amor de verdade. O problema é haver um mundo além de nós e a nossa falta de vontade que ele exista. Todos os ciúmes e essa coisa de ter que dividir. Todos os sorrisos gerados por outras pessoas e essa vontade de querer ser a única felicidade. Todos os fatos não vistos e imaginados exageradamente piores aos olhos do ciúme.

A solução? Diminuir esse ciúme e aumentar a auto-segurança? Não.

Vivermos bem juntos pra sempre. Sim.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Aqui mora um vácuo.



Eu poderia passar dias aqui, sentada na frente desse computador, ouvindo minhas músicas calmas que sempre são calmas demais pra compartilhar com alguém e obter sucesso, e vendo fotos tão lindas que até emocionam.

Falando quando eu quero falar. Sorrindo quando eu quero sorrir.

Não sinto nada forte, nem nada vindo de lá de dentro, aliás, pelo contrário, me sinto como se aqui morasse um vácuo, que a cada segundo vai se preenchendo. O que faz isso tão feliz, agradável e especial é que esse vácuo se preenche com coisas que pra mim, são lindas.

Talvez o verdadeiro motivo disso tudo, seja que agora, no meio dessa noite na frente desse computador, sozinha, eu possa ser eu mesma. Eu possa ouvir as músicas que eu quiser, sem ninguém me atrapalhar pra fazer uma critica, eu possa agir como eu quiser, sem ninguém pra reclamar ou dizer o que preferia, eu possa me achar legal sendo eu mesma.

E a maior dádiva disso tudo, é descobrir que eu não preciso de muito para me sentir bem assim. Que é sozinha aqui, sendo eu mesma, que eu vou me achar legal. Que mesmo que talvez eu tenha que fazer algo que não estava muito afim ali ou dar um sorriso que não foi tão real aqui, pra ser, digamos, divertida, não preciso que ninguém me diga isso pra que eu tenha certeza. Para mim mesma, e comigo mesma, eu sou legal. E feliz.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

E eu vou te enxergar assim pra sempre?


E então você passou na garupa da moto. Lindo, como nunca vi. Há cinco minutos atrás você estava deitado no meu colo chorando, quando tudo melhorou, eu tive que ir pra casa, e então você passou.
Havia meses que eu não conseguia te enxergar como te enxerguei. Quando você passou olhando pra mim, eu vi aquele garoto pelo qual me apaixonei há uns dois anos atrás.

Te vi como uma criança doce e inocente que precisava dos meus cuidados, dos meus carinhos, do meu amor. Que me amava tanto, que era possível enxergar num só olhar tão rápido quanto aquele que passara na moto. Que me amava tanto, que nunca seria possível negar todo o amor que você parecia precisar ter.

Você me olhou com um rostinho que parecia dizer: "Vem aqui e me abraça, e não me larga mais". E eu senti tanta ternura, tanto amor. Mal sabia você que eu estive orando tanto por aquele momento, que tudo que eu deseja na vida é que tudo voltasse a ser como era antes, era te enxergar daquele jeito.

Mais tarde você apareceu, e parecia ser tão sério, parecia mesmo que você estava arrependido e achava que estava errado, que estava disposto a voltar a ser como era, tão único, tão diferente de todos os outros. Você disse que eu poderia acreditar se quisesse, e então, eu dormi orando para que aquilo durasse ao menos até o outro dia.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sorrir por menos.




Chega uma hora da sua vida que você cansa de ser triste, cansa de sofrer, e resolvei que vai mudar tudo desse dia pra frente. Felicidade e positividade e tudo mais ecoam na sua cabeça com uma força muito maior. E você simplesmente resolve jogar tudo o que te faz mal fora.

Eu descobri que pelo menos pra mim, acreditar nos meus sonhos é algo essencial pra que eu possa ser feliz. Você pode seguir, com um monte de gente colocando pedras no seu caminho e tentando te derrubar, mas se você acredita e luta pra que isso dê certo um dia, nada disso te abalará.

E presença de pessoas indesejadas, nem sempre são fáceis de evitar. Mas com o tempo agente aprende a se importar mais com quem importa com a gente e simplesmente, ignorar quem não te faz bem.

Ser mais prática também é legal. Por muito tempo eu desejei sentimentos demais, de pessoas de mais, de forma intensa demais. Decide fazer minha parte, dar meus bons sentimentos e não esperar recebê-los em troca. Afinal, longe ou perto há alguém no mundo que te faz sorrir, e é preciso ver mais isso, valorizar mais isso, porque a felicidade que é rir de alguma coisa teclando algo qualquer com algum amigo virtual que você nunca nem viu, é a mesma felicidade de encontrar o amor da sua vida. Então só temos que enxergar mais essas felicidades por coisas simples.

E olha, ficar triste é perder tempo quando se pode estar feliz. Nem que seja por uma coisa gostosa que você comeu, e qualquer outro motivinho que te fez sorrir e passou despercebido. Então, vou procurar alguns motivos desse tomando um bom copo de leite com achocolatado. Alguém me acompanha?

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O mistério de quem passa



Ver o restinho dos raios do sol indo embora, lá no horizonte, me faz lembrar que há um mundo além de mim. Me faz lembrar que aquele sol que estava ali, agora está indo pra outro lugar, que eu não conheço, que eu não sei qual é. Me lembra que no meio de tudo aquilo, agente se acha tão grande, e na verdade somos só um pontinho.

E aí me vem na cabeça como eu fico admirada quando vou a cidades grandes. Como eu não admito tantas pessoas passando tão rápido, que ás vezes nem deixam rastros de sua existência. Como eu queria ir até aquela moça de cabelo bonito e dizer “oi”. Ou como eu queria ficar ali parada admirando aquele senhor ranzinza e tentando saber o que há de trás daquele ser.

Todas aquelas pessoas. São tantos sentimentos, tantas vidas, tantas experiências. E elas passam e passam, e ninguém nem percebe. Passa a menina estilosa, que eu queria saber se tocava violão, se não tinha um namorado, ou se usava saia. Passa o rapaz todo malandro, que eu queria saber se já tinha quebrado alguma janela, se andava de skate, ou se bebia.

E são tantas personalidades, muitas que eu queria poder chamar de amiga, mas que simplesmente passaram, em um ou dois minutos,e  nem se quer deu tempo de se trocar um olhar. Então agente se da conta de tudo que há além daquele lugarzinho onde se mora, das pessoas que conhecemos, e do mundo que achamos que conhecemos, mas não sabemos nem uma vírgula sobre ele.

Ás vezes, eu quero tanto pertencer a esse mundo. E quero conhecer pessoas, que admirada, eu teria vontade de chamar de amiga. Quero conhecer pontos, exclamações e interrogações de tudo aquilo, ao invés de nem uma vírgula. Ás vezes eu quero tanto passar também, pra que eu possa deixar em outras pessoas o mistério que elas deixam em mim, ou será que estou passando?
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